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Matrix – A Mãe Terrível

Eu me lembro bem do “barulho” que o filme Matrix reverberou no mundo do cinema e da cultura pop na época. Originalmente, foi lançado como um filme único, mas o sucesso foi tanto que logo viu-se a possibilidade de explorar mais a história e criar mais 2 filmes (com um quarto filme previsto para o final de 2021).
Eu já havia assistido a entrevista do mitólogo Joseph Campbell, autor do livro O Poder do Mito, então foi muito fácil fascinar-me pelo enredo, bem como pelos belos efeitos especiais. Anos mais tarde, ao reassistir o filme, dessa vez influenciado pela teoria do Jung, consegui ter uma visão mais amplificada e simbólica.

Espiritualidade

A Função Terapêutica da Espiritualidade

As religiões de modo geral, segundo Jung, são sistemas psicoterapêuticos que fornecem meios que possibilitam a integração da consciência com o inconsciente, a atualização das potencialidades anímicas e a harmonia interior. Ou, pelo menos, proporcionam a catarse, a descarga das tensões acumuladas, o extravasamento de necessidades psíquicas. Senão a cura das feridas da alma e suas somatizações pelo menos o alívio das dores e dos sofrimentos.

A eficácia de cada sistema religioso é semelhante à cada teoria psicológica. Depende da conexão entre o pressuposto psicológico da religião, suas crenças e seus ritos, e o pressuposto e a disposição psicológica da pessoa no momento.

O Complexo Paterno e a Sociedade dos Poetas Mortos

O Complexo Paterno e A Sociedade Dos Poetas Mortos (1989)

O foco aqui será no complexo paterno negativo que emerge da relação entre o personagem Neil e o seu rígido pai, Mr. Perry, que me chamou particularmente a atenção devido eu ter tido uma criação rígida por parte do meu progenitor, também. Logo, o meu complexo paterno guardado na minha sombra (e o de todos que passaram por situação semelhante) era “instantaneamente ativado”, todas as vezes em que o autoritarismo do pai se apresentou. A voz opressora que ordena e nunca escuta.