Transtorno de Ansiedade

Transtorno de Ansiedade

Transtorno de Ansiedade

A ansiedade é uma das queixas iniciais mais comuns num processo psicoterapêutico. Não podemos confundir um transtorno de ansiedade com um sentimento de ansiedade comum à vida e que não apresenta grandes complicações. Temos que distinguir uma reação esperada a determinadas situações de reações que venham comprometer a saúde emocional do indivíduo.

Características do transtorno de ansiedade:

  1. Enxergar perigo em tudo;
  2. Apetite desregulado;
  3. Alterações de sono;
  4. Tensão Muscular;
  5. Medo de falar em público;
  6. Preocupações em excesso;
  7. Ficar sempre próximo de ataques de nervos;
  8. Medos irracionais;
  9. Inquietação constante;
  10. Sintomas físicos;
  11. Pensamentos obsessivos;
  12. Perfeccionismo;
  13. Problemas digestivos.

Os transtornos de ansiedade têm íntima ligação com quadros depressivos e, em um processo psicoterapêutico, podemos amenizar a manifestação desse quadro. Todavia, em muitos casos é necessário um acompanhamento psiquiátrico para trabalho em conjunto com o psicólogo.

Muitas rotinas podem ser pensadas para alterar a dinâmica atuante em um transtorno de ansiedade. Cuidados específicos com a ingestão de alguns alimentos, inserção de atividades físicas, meditação, etc.

Entretanto, realizar coisas para aliviar esse tipo de sofrimento pode significar alterações na rotina e nos hábitos do paciente. Muitas vezes, o indivíduo não apresenta recursos egóicos que conseguem dar conta de tantas alterações. Por isso, é muito comum não acontecer a plena adesão ao tratamento. A empatia, o acolhimento e a escuta atenta ao conteúdo oferecido pelo paciente são fundamentais para o seu sucesso.

Transtorno de Pânico

Um dos transtornos de ansiedade mais conhecidos são os ataques de pânico. É importante identificar quais são os gatilhos que interferem de maneira significativa nesses ataques e que são os motivadores dessas crises. Assim, é possível definir um plano de ação para o paciente lidar melhor com esses sentimentos e pensamentos.

O transtorno de pânico apresenta algumas características próprias no seu curso e prognóstico. Segundo Nairo de Sousa Vargas:

“Sem tratamento, o seu curso é muito variável, surgindo recuperações espontâneas seguidas de revivência dos ataques meses ou anos depois. Alguns desenvolvem agorafobia e chegam a ficar confinados em casa anos a fio. A medicação pode bloquear os ataques de pânico, evitando que a esquiva fóbica se torne um modo de vida, se esta já existir, eliminar a ansiedade antecipatórias e as fobias. Para alguns, é necessário outras intervenções, pois permanece a ansiedade e o medo de enfrentar situações temidas. Preditores de piores resultados são: agorafobia, maior gravidade dos ataques de pânico, maior duração do quadro sintomático e personalidade medrosa-ansiosa.” (VARGAS).

A psicoterapia exerce papel importante neste tratamento. Após o bloqueio medicamentoso, o índice de recidiva entre pacientes que fizeram psicoterapia é significativamente menor do que entre os que não fizeram. As técnicas cognitivo-comportamentais tornaram-se, nos últimos anos, opções de primeira linha para o tratamento, sendo a técnica de exposição e a reestruturação cognitiva as mais eficientes.

Portanto, transtorno de ansiedade e transtorno de pânico tem tratamento. A intervenção medicamentosa aliada ao processo psicoterapêutico pode garantir uma qualidade de vida maior aos pacientes. Por isso, não deixe de procurar ajuda.

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